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A história da Psicopedagogia.

 





Origens e Desenvolvimento

A psicopedagogia é um campo interdisciplinar que une a psicologia e a pedagogia para entender e intervir nos processos de aprendizagem. Ela surgiu da necessidade de abordar de forma mais completa e integrada as dificuldades de aprendizagem que alunos enfrentam.

Início do Século XX

As raízes da psicopedagogia podem ser traçadas até o início do século XX, quando a psicologia começou a se interessar mais intensamente pelos processos educacionais. Pioneiros como Jean Piaget, Lev Vygotsky e Henri Wallon foram fundamentais ao estudar como as crianças aprendem e se desenvolvem cognitivamente.

  • Jean Piaget: Suas teorias sobre o desenvolvimento cognitivo das crianças influenciaram profundamente a educação, destacando como os alunos constroem o conhecimento através de estágios de desenvolvimento.

  • Lev Vygotsky: Introduziu a ideia da ZDP (Zona de Desenvolvimento Proximal) e a importância da mediação social no aprendizado.

  • Henri Wallon: Estudou as emoções e sua influência no desenvolvimento e na aprendizagem.

Décadas de 1950 e 1960

Durante as décadas de 1950 e 1960, a psicopedagogia começou a se consolidar como um campo independente, especialmente na Europa e na América Latina. Nessa época, começaram a surgir os primeiros cursos de formação em psicopedagogia, e o interesse pelas dificuldades de aprendizagem aumentou significativamente.

Anos 1970 e 1980

Nos anos 1970 e 1980, o campo da psicopedagogia se expandiu e se diversificou. Surgiram diferentes abordagens teóricas e metodológicas, com ênfase em intervenções práticas para problemas de aprendizagem. Os psicopedagogos começaram a trabalhar não apenas em escolas, mas também em clínicas, hospitais e outras instituições.

Por conseguinte, há de se compreender que definitivamente a psicopedagogia não nasceu no Brasil, nem tampouco na Argentina, todavia, comentando essa questão, Bossa (1994, p. 27) esclarece que “[...] o movimento da psicopedagogia no Brasil remete ao seu histórico na Argentina”. E, nesse mesmo pressuposto, complementa que “ [...] as ideias dos argentinos muito têm influenciado a nossa prática” (BOSSA, 1994, p. 27). Segundo Alicia Fernandes, a graduação em psicopedagogia surgiu a mais de trinta anos na Argentina, sendo quase tão antiga quanto a carreira da Psicologia, criada na Universidade de Buenos Aires. Na prática, a atividade psicopedagógica iniciou-se antes da criação do próprio curso. Profissionais que possuíam outra formação - como, por exemplo, a formação em filosofia, entre eles Sara Pain – viram a necessidade de ocupar um espaço que não podia ser preenchido pelo psicólogo nem pelo pedagogo. Desta maneira, começaram fazendo reeducação, com o objetivo de resolver fracassos escolares. Trabalhavam-se as funções egóicas, tais como memória, percepção, atenção, motricidade e pensamento, medindo-se os déficits e elaborando planos de tratamento que objetivavam vencer essas faltas. (BOSSA, 1994, p. 32).

Consolidação e Expansão

A partir dos anos 1990, a psicopedagogia se consolidou ainda mais, com o reconhecimento formal da profissão em diversos países. A formação de psicopedagogos se tornou mais estruturada, e a pesquisa acadêmica na área se intensificou.

Alguns estudos nos mostram que na década de 70, aqui no Brasil, os estados pioneiros a oferecerem cursos formais, com enfoque psicopedagógico, em nível institucional de especialização e aperfeiçoamento, foram São Paulo e Rio Grande do Sul. Já, na década de 90, ampliaram-se os cursos de especialização e, atualmente, podemos considerar que a psicopedagogia está presente em vários territórios brasileiros. 

FERNANDES, Alicia. O saber em jogo: a psicopedagogia propiciando autorias de pensamentos. Porto Alegre: Artemed, 2001. 

Leia o artigo de autoria de Renata Tereza da Silva Ferreira, sobre o tema “A importância da psicopedagogia no ensino fundamental – 1ª a 4ª séries”, no seguinte endereço eletrônico: < http://www.psicopedagogia.com.br >. 








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